Por que valorizar o motorista de caminhão?

Por que valorizar o motorista de caminhão?

Uma das principais queixas dos motoristas de caminhão é a falta de reconhecimento da profissão. Mas por que é tão importante valorizá-los? A resposta é simples. Sem eles todos os serviços deixariam de funcionar com eficiência e em pouco tempo o caos se instalaria no País.

Prova disso foi a última greve realizada no País, em maio de 2018. Os 10 dias de paralisação destabilizaram o abastecimento de produtos e deixaram os brasileiros sem combustível e inseguros em relação a eficiência de alguns serviços básicos como o de saúde.

Porém, apesar do papel fundamental para a movimentação da economia brasileira, o motorista enfrenta muitos problemas em sua rotina de trabalho, como os perigos estrada e permanecer dias longe de casa.

De modo geral, não raramente o motorista de caminhão é apontado como um tipo de “vilão da estrada”, aquele que usa drogas, ingere bebidas alcoólicas, provoca acidentes e contribui para o congestionamento nas grandes cidades.

Porém, pouca gente se lembra que todo tipo de mercadoria chega aos seus destinos por caminhão.

Confira agora alguns motivos para valorizar a profissão de motorista

4 Circulação de mercadorias

Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) de 2017, o modal rodoviário corresponde a 60% da matriz do transporte de cargas no Brasil, onde a categoria é formada por profissionais que têm, em média, 18 anos de profissão e mais de 44 anos de idade.

Essa é a primeira grande razão para valorizar os profissionais que optam pelo caminhão como profissão. Afinal, os veículos pesados são parte fundamental na logística eficiente de circulação de todo tipo de mercadoria no País. Sem os caminhões o Brasil teria dificuldade de manter abastecido os hospitais, mercados, farmácias, aeroportos, posto de combustível assim como o escoamento de tudo o que é produzido. E a vida dos brasileiros seria um caos.

3 Cenário desfavorável

Para manter a logística eficiente no País, o motorista de caminhão lida com diversos fatores de insegurança na profissão.  O primeiro deles é a falta de locais seguros para parar e descansar após uma longa jornada de trabalho. São poucas as rodovias que oferecem espaços adequados para os motoristas pernoitarem. A maioria dos postos de serviços disponibilizam poucas vagas e muitas vezes cobram para permitir que o caminhão fique estacionado.

Outro fator significativo é a condição precária de boa parte das rodovias do País. Na 22ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias. Nesta edição, foram avaliados 107.161 km, o que corresponde a toda a malha federal pavimentada e aos principais trechos estaduais, também pavimentados. Desse total 57% dos trechos avaliados apresentaram estado geral com classificação regular, ruim ou péssima. Esta situação está associada a problemas no pavimento, na geometria da via ou na sinalização.

Pesquisa recente realizada pela CNT que traça o Perfil do Caminhoneiro, entre os dias 28 de agosto e 21 de setembro de 2018 – mais de mil motoristas do todo o Brasil, sendo 714 são autônomos e 352 empregados de frota mostrou alguns pontos que não favorecem a profissão. Na liderança está a insegurança com 65,1%. Muitos profissionais reclamam da falta de ações para evitar o roubo de carga e de caminhão e de locais seguros para parar e descansar. Além da insegurança, outros pontos negativos são o desgaste (31,4%), convívio familiar comprometido (28,9%), pouco rentável (20%), solitária (18%) e rotina árdua de trabalho (13,1%).

Pesquisa recente realizada pela CNT que traça o Perfil do Caminhoneiro, entre os dias 28 de agosto e 21 de setembro de 2018 – mais de mil motoristas do todo o Brasil, sendo 714 são autônomos e 352 empregados de frota mostrou alguns pontos que não favorecem a profissão. Na liderança está a insegurança com 65,1%. Muitos profissionais reclamam da falta de ações para evitar o roubo de carga e de caminhão e de locais seguros para parar e descansar. Além da insegurança, outros pontos negativos são o desgaste (31,4%), convívio familiar comprometido (28,9%), pouco rentável (20%), solitária (18%) e rotina árdua de trabalho (13,1%).

2 Falta de incentivo

Apesar do caminhão ser um item importante para a logística do País, a frota nas mão dos autônomos é antiga.

Dados divulgados recentemente pela ANTT – Agência Nacional de Transporte Terrestre – com base no RNTRC – Registro Nacional de Transporte Rodoviário de Carga, mostram que atualmente o Brasil tem uma frota estimada em 1.746.124 veículos de cargas. Desse total, 648.751 unidades, cuja idade média é de 16 anos, estão nas mãos de autônomos. Ainda de acordo com a pesquisa, quando se trata da idade média da frota das empresas a idade média cai para 9,5 anos.

Mudanças na legislação, como o fim da carta frete, ajudaram a tirar esses profissionais da informalidade, porém, entraves como os juros praticados pelo mercado, instabilidade da atividade e preços dos veículos ainda desencorajam os pequenos transportadores a se arriscarem a enfrentar um compromisso financeiro que não tem certeza se conseguirá pagar. E assim, entra ano e sai ano, a frota em poder dos transportadores autônomos vai ficando mais velha e carente de renovação.

O fato prejudica a eficiência do trabalho por parte do motorista além de aumentar os custos com manutenção e até mesmo de combustível.

1 Saudade de casa

A rotina da profissão já fez muitos motoristas perderem momentos importantes da vida dos filhos, esposa e familiares. É comum em conversa na estrada escutar que o motorista não pode estar presente em datas importantes como formatura, aniversario, dia dos Pais, Natal e Ano Novo.

Esse é um dos motivos que faz a tarefa de trabalhar como motorista de caminhão estar longe de ser uma tarefa fácil. São dias longe da família, amigos e do conforto de casa enfrentando a falta de infraestrutura, de segurança, de pontos de paradas e altos custos para se manter na profissão. Carreteiros veteranos contam que no passado, enfrentar a saudade era ainda mais difícil, porque a comunicação dependia de telefones públicos, que não eram encontrados em todos os locais de parada.

Hoje é bem diferente. A tecnologia encurtou a distância através dos telefones móveis e aplicativos, porém, a rotina quase que solitária reforça a ideia de que para ingressar e viver da profissão não basta apenas gostar de caminhão, saber dirigir ou herdar a aptidão. É necessário ter paixão pelo que faz e consciência das dificuldades para não desistir da atividade na primeira viagem.

Matéria Original: https://www.ocarreteiro.com.br/por-que-valorizar-o-motorista-de-caminhao/

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